31 dezembro 2007

TEMPO. . .

Quem teve a ideia de cortar o tempo em fatias,

a que se deu o nome de ano,

foi um indivíduo genial.

Industrializou a esperança

fazendo-a funcionar no limite da exaustão.


Doze meses dão para qualquer ser humano

se cansar e entregar os pontos.


Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez

com outro número e outra vontade de acreditar

que daqui para adiante vai ser diferente...


...Para você,

Desejo o sonho realizado.

O amor esperado.

A esperança renovada.


Para você,

Desejo todas as cores desta vida.

Todas as alegrias que puder sorrir.

Todas as músicas que puder emocionar.


Para você neste novo ano,

Desejo que os amigos sejam mais cúmplices,

Que sua família esteja mais unida,

Que sua vida seja mais bem vivida.


Gostaria de lhe desejar tantas coisas.

Mas nada seria suficiente...


Então, desejo apenas que você tenha muitos desejos.

Desejos grandes e que eles possam te mover a cada minuto,

ao rumo da sua FELICIDADE!!!



Carlos Drummond de Andrade

18 dezembro 2007

Palavras soltas

17 dezembro 2007

Uma ideia sobre o Natal

Feliz Natal dizem uns apressados para as lojas que estão quase a fechar.

Boas Festas dizem outros, sentados à porta das igrejas a tiritar de frio, desejando apenas uma sopa para lhes aquecer a alma e confortar o estômago.

Feliz Natal desejam os amigos uns aos outros, os colegas de trabalho, os jornalistas na televisão, os políticos nos seus discursos.

Mas... O que é um Feliz Natal? O que são umas Boas Festas?

Tudo se resume ao mesmo, quando pelas ruas caminhamos e vemos as luzinhas que tremem, todas feitas de pedaços de mil cores, lembrando a nossa infância, com os sininhos a tocar e as crianças que, em coro, se juntam celebrando o Menino Jesus.

E quem é este Menino Jesus que se celebra? – perguntam vocês!
És tu, o outro e eu e mais o outro ao fundo da sala, o vizinho que está ao nosso lado, o mendigo que pede, mas sorri! O Menino Jesus é um pouco de nós, está um pouco em todos nós e é nesta quadra mágica que devemos sempre lembrá-lo e revivê-lo ainda mais.

Que seja com anjos ou com pastores no presépio, coloridos ou a branco e preto, com mais ou menos vestes, com mais ou menos brilho nos olhos, com mais ou menos maquilhagem que se celebra.

Que seja com muito amor no coração e sem desejos de guerra ou de vingança, sem olhar a credo, raça ou religião, sem olhar a eficiência ou deficiência que se celebra.

Que seja unidos na igualdade, no amor e na esperança de um mundo 100% colorido e luminoso que se celebre este Menino Jesus!

Celebremos pois o Natal! O Nascimento! O meu, o teu, o vosso, o nosso nascimento e renascimento!

Sejamos mais uma estrela que brilha com o Menino Jesus.

Feliz e Santo Natal!

10 dezembro 2007

Simplesmente genial

09 dezembro 2007

Um dia ESPECIAL


Beijos

Friozinho na barriga


aBrAçOs


NERVOSEIRA AGUDA



Felicidade



Alegria

06 dezembro 2007

Conto de Manuel Alegre

"Todos os anos, pelo Natal, eu ia a Belém. A viagem começava em Dezembro, no princípio das férias. Primeiro pela colheita do musgo, nos recantos mais húmidos do jardim. Cortava-se como um bolo, era bom sentir as grandes fatias despegarem-se da areia, dos muros ou dos troncos das árvores velhas, principalmente da ameixieira. Enchia-se a canastra devagar, enquanto a avó ia montando o que se chamaria hoje as estruturas, ou mesmo infraestruturas, junto da parede da sala de jantar que dava para o jardim. Eram caixotes, caixas de chapéus e de sapatos viradas do avesso, tábuas, que pouco a pouco ela ia cobrindo de musgo, ao mesmo tempo que fazia carreiros e caminhos com areia e areão. Mais tarde os rios e os lagos, com bocados de espelhos antigos, de vidros ou mesmo de travessas cheias de água. Até que todos os caixotes, caixas e tábuas desapareciam. Ficavam montanhas, planícies, rios, lagos. Era uma nova criação do mundo. Aqui e ali uma casinha ou um pastor com suas cabras. E todos os caminhos iam para Belém.
Não era como o presépio da Igreja que estava sempre todo pronto, mesmo antes de o Menino nascer. A cabana, a vaca, o burro, os três reis do Oriente. Maria, José, Jesus deitado nas palhinhas. Via-se logo que era a fingir. Não o da avó, que era mais do que um presépio, era uma peregrinação, uma jornada mágica ou, se quiserem, um milagre. Nós estávamos ali e não estávamos ali. De repente era a Judeia, passeávamos nas margens do Tiberíades, andávamos pelo Velho Testamento, João Baptista baptizava nas águas do Jordão e aquele monte, ao longe, podia ser o Sinai ou talvez o último lugar de onde Moisés, sem lá entrar, viu finalmente a terra onde corria o leite e o mel. Mas agora era o Novo Testamento. A avó ia buscar as figuras ao sótão, eram bonecos de barro comprados nas feiras, alguns mais antigos, de porcelana inglesa, como aquele caçador que a avó colocava à frente dizendo: Este é o pai. Seguia-se a mãe, de vestido comprido, dir-se-ia que ia para o baile, mas não, saía de cima de uma mesinha da sala de visitas e agora estava ao lado do pai, olhando levemente para trás onde, entretanto, a avó já tinha colocado figuras mais toscas, eu, a minha irmã, os primos, alguns amigos, todos a caminho de Belém.
- E a avó?, perguntava eu.
- Eu já estou velha para essas andanças.
De dia para dia mudávamos de lugar. E todas as manhãs deparávamos com novas casas, mais rebanhos, pastores, gente que descia das serras, atravessava os rios e os lagos. Os caminhos ficavam cada vez mais cheios. E todos iam para Belém. À noite tremulavam luzes. Acendiam e apagavam. Mas ainda não se via a cabana, nem Maria, nem José.
Então uma noite, entre as estrelas do céu, aparecia uma que brilhava mais que todas.
- Esta é a estrela, dizia a avó.
E era uma estrela que nos guiava. Na manhã seguinte lá estavam eles, os três reis do Oriente, Magos, explicava o pai, que também não dizia Pai Natal, dizia S. Nicolau, talvez por influência de uma misse de origem russa que em pequeno lhe falava de renas e trenós e de S. Nicolau atravessando as estepes.
Cheirava a musgo na sala de jantar. Cheirava a musgo e a lenha molhada que secava em frente do fogão. E os Magos lá vinham, a pé, de burro, de camelo. Traziam o oiro, o incenso, a mirra. Às vezes nós, os mais pequenos, juntávamo-nos e cantávamos: “Os três reis do Oriente / Já chegaram a Belém.”
- Não chegaram nada, atalhava a avó, ainda não.
Estávamos cada vez mais perto. E também nervosos. Confesso que às vezes fazia batota. Empurrava-nos um pouco mais para a frente, para mais perto de Belém e do lugar onde eu sabia que mais tarde ou mais cedo a avó ia pôr a cabana. Mas ela descobria.
- Não lucras nada com isso, podes apressar toda a gente, não podes apressar o tempo.
Cada vez havia mais luzes na Judeia. Por vezes surgiam novos lagos, eram mistérios da minha avó. E a estrela lá estava, a grande estrela de prata que brilhava mais do que todas as outras, às vezes eu ia à janela e via a projecção daquela estrela, ficava confuso, já não sabia se era a estrela da sala ou uma estrela do céu, era uma estrela nova, uma estrela de prata, era uma estrela que nos guiava. No céu, na sala, na Judeia, talvez dentro de nós.
Até que chegava o primeiro dos grandes momentos solenes. A avó chamava-nos ao sótão ( nós dizíamos forro ), abria uma velha arca e desempacotava a cabana. Depois, muito comovida, quase sempre com lágrimas nos olhos, as figuras de Maria e José.
- Não há nada tão antigo nesta casa, já eram dos avós dos meus avós.
Impressionava-me sobretudo o manto muito azul de Maria e o rosto magro, quase assustado, de José. A avó limpava-os com muito cuidado e mandava-nos sair. Nunca nos deixou ver o resto.
À noite, quando regressávamos da missa do galo, a que a avó não ia, chegávamos a casa e finalmente estávamos em Belém. A estrela brilhava intensamente sobre a cabana, Maria e José debruçavam-se sobre o berço, onde Jesus, todo rosado, deitado nas palhinhas, agitava os braços e as pernas, envolvido pelo bafo quente dos animais, enquanto os três reis do Oriente, agora sim, chegavam a Belém para depositar aos pés do Menino o oiro, o incenso, a mirra. E vinham os pastores, e vinha o pai, de caçador, a mãe, de vestido de baile, e vínhamos nós, eu, a minha irmã, os primos, não éramos de porcelana nem de barro, estávamos ali em carne e osso, era noite de Natal, uma estrela nos guiava, brilhava sobre a Judeia e sobre o presépio, brilhava cá fora entre as estrelas, brilhava dentro de nós. Naquela noite, naquele momento, nós não estávamos na sala de jantar em frente do presépio, tínhamos chegado finalmente a Belém para adorar o Menino ao lado de Maria e José e dos três reis do Oriente, Magos, não conseguia deixar de corrigir o meu pai. Mas mágica, verdadeiramente mágica era a avó. Era ela que fazia o milagre da transfiguração, trazia o Natal para dentro de casa e levava-nos a todos até Belém. O cheiro a musgo e a lenha. Os montes, os vales, os rios, os lagos. Caminhos e caminhos que iam para Belém. E a estrela de prata, a estrela que nos guiava. Era uma estrela no céu, dentro de casa, dentro de nós. Pela mão da avó ela brilhava. Pela sua magia Belém estava dentro de casa. E a casa também ia até Belém.
Mais tarde, muito mais tarde, eu estava no exílio. Na noite de Natal os revolucionários ficavam tristes e nostálgicos. Talvez recordassem outras avós, outros presépios, outros lugares. Reuniam-se em casa deste ou daquele, improvisava-se uma árvore de Natal, trocavam-se presentes. Mas ninguém, nem mesmo os mais duros, os que faziam gala em dizer que o Natal para eles não significava nada, nem mesmo esses conseguiam disfarçar uma sombra no olhar. Saudade, dir-se-á. Mas talvez fosse mais do que saudade e solidão e o pior de todos os exílios que é o de se sentir estrangeiro no mundo. Talvez fosse a consciência de que, para lá de todas as crenças ou não crenças, havia um irremediável sentimento de perda. Muitas vezes me perguntei o que seria. Mas não conseguia responder. Sentia o mesmo aperto, o mesmo buraco por dentro, o mesmo sentimento de algo para sempre perdido.
Uma noite de Natal, em Paris, eu estava sozinho. Comprei uma garrafa de vinho do Porto, mas não fui capaz de bebê-la assim, completamente só, num quarto de criada de um sexto andar numa velha rua do Quartier Latin. Peguei na garrafa e fui até aos Halles. Procurei o bistrot onde costumava comer uma omelete de fiambre. Felizmente estava aberto. Pedi a omelete e abri a garrafa. Havia mais três solitários no bistrot, um velho de grandes barbas, um tipo com cara de eslavo, um africano. Convidei-os para partilharem comigo a garrafa de Porto, que não resistiu muito tempo. Encomendámos outras bebidas.
- Conta uma história de Natal do teu país, pediu o velho.
- Só se for a do presépio da minha avó.
- Então conta.
Eu contei. Era já muito tarde e o patrão disse-nos que queria fechar. Chegados à rua o africano apontou o céu e disse-me: Olha.
E eu vi. Uma estrela que brilhava mais que as outras estrelas. Era uma estrela de prata. A estrela da avó. Brilhava no céu, brilhava outra vez dentro de mim, quase posso jurar que brilhava dentro dos outros três.
Então eu perguntei ao africano como se chamava. E ele respondeu:
- Baltazar.
Perguntei ao velho e ele disse:
- Melchior.
E sem que sequer eu lhe perguntasse o eslavo disse:
- O meu nome é Gaspar.
Era noite de Natal e talvez ainda por magia da avó eu estava na rua, em Les Halles, com os três reis do Oriente, Magos, diria o meu pai.
- E agora? perguntei a Baltazar.
- Agora, respondeu o africano apontando a estrela, agora vamos para Belém."

02 dezembro 2007

Às vezes...

(...)

às vezes apetece-me oferecer-te um presente,
mas nem sempre calha
e quando calha é quase sempre aparentemente
insignificante

(...)

às vezes seria bom abrir a boca e gritar,
olhar-te nos olhos e fazer-te sentir o que me vai na alma
mas nem sempre calha
e quando calha é quase sempre aparentemente
insignificante

às vezes seria bom ser capaz,
capaz, apenas capaz

18 novembro 2007

Tanto tempo...

Há que actualizar!!!

06 novembro 2007

"Just like a dream"...



... come true!

03 novembro 2007

4 Estações



A audição perfeita em plena Madeleine ao teu lado... Melhor impossível!!!

09 outubro 2007

Uma viagem a Praga


28 agosto 2007

Tamanha é a cobardia...

Há muito que gostaria de te dizer. Tanto que acabo por não ser capaz.
- Cobarde! - chamar-me-ias tu se o soubesses!
Mas é um facto.
Não sou capaz!

Saudade...

A música ouve-se imiscuída com o som das ondas do mar.
A praia é pequenina. Perdida no meio de uma arriba, como se fosse uma baía encantada onde se esconde o tesouro da paz e da calmia.
Peculiarmente estranho é o sentimento pela tua inexistência neste pequeno espaço em que me encontro e me espraio.
Tenho tantas saudades tuas! Tantas que não sei onde cabem.
Por onde andam os teus passos que não ecoam nos meus ouvidos?
Fazes-me falta!
Não creio que volte a ficar sem ti! Não mesmo.

No teu poema - Tuna

23 agosto 2007

Jeff Buckley- Hallelujah

U turn (Lili)

Lili,take another walk out of your fake world
please put all the drugs out of your hand
you'll see that you can breath without not back up
some much stuff you got to understand

for every step in any walk
any town of any thought
i'll be your guide

for every street of any scene
any place you've never been
i'll be your guide

lili,you know there's still a place for people like us
the same blood runs in every hand
you see its not the wings that makes the angel
just have to move the bats out of your head

for every step in any walk
any town of any thought
i'll be your guide

for every street of any scene
any place you've never been
i'll be your guide

lili,easy as a kiss we'll find an answer
put all your fears back in the shade
don't become a ghost without no colour
cause you're the best paint life ever made

Aaron

Lili aaron u-turn

19 agosto 2007

Foi bom rever-te...


Foi bom (re)estar contigo...
Foi bom (re)sentir-te...
Foi bom...
É! É bom.

15 agosto 2007

Todo o meu ser é um poço de merda que me consome, que fede a toda a sua volta, pois é rodeada de moscas que estou.

Peso Pesado Pesadelo

E tu avó?
O que aconteceu esta noite?
Porque trocámos nós as imagens tão morbidamente estranhas e assustadoras?
Que querias dizer-me que eu não sei?
Não te consegui entender!
Que sinal foi o teu?
Ajuda-me a compreender-te! Por favor!!! Por favor...

PORQUE SERÁ

QUE O MUNDO TODO

CONSPIRA CONTRA

MIM HOJE???

Se pudesse

agarrava numa picareta e furava o globo de um pólo a outro!

Insónias

Três matinais horas de desespero.
A insónia acordou-me com dores.
Quero fugir, mas não consigo.
Olho para tie o desespero grita-me "deixa estar"...

14 agosto 2007

Que mar!

Com as ondas

Uigrus amu aicíton euq oãn are otsopus ret odagehc! Uoriv odut od osseva... Odatluser euq?!?

O céu de hoje

Salpica-se de um lilás perfeito a abóbada azul celeste que nos cobre o globo.
Tão perfeito que o pontilhado dos salpicos nos encaminham para os traços da ilha que raramente se vê, como se de dois montinhos de areia se tratassem, perdido na imensidão de um verde azulado que se agita ao sabor da maré, um ver azulado que tão bem espelha o voo das nuvens a par e passo com a espuma que se teima em enrolar perto da costa!

12 agosto 2007

...

Porque será que me dóis hoje?

Será que custava doer só daqui a 3 dias???

Era tão mais fácil...

A tempestade que se aproxima


Elas aproximam-se!
Tão rapidamente que levam o céu e o mar a escurecer!
Mas um escuro tão bonito!...

O espelho

É real!
Existe mesmo
A esplendorosa miragem do espelho que existe entre o mar e o sol, num céu limpo, sem nuvens!
Lindo!

Meu sonho azul

Levei-o no meu sonho azul
Azul, Azul
Da cor do céu
Levei-o comigo
Sonhou um sonho
Da cor do meu
Deitados no leito da lua
Na frescura, que tremor...

Trocava a vida toda
Pela vida deste amor
Meu Sonho Azul

Levei-o no meu sonho azul
Azul, azul
Da cor do mar
Levei-o comigo
Sonhou um sonho
De apaixonar
Deitados na noite das ilhas
Na frescura, que tremor...

Trocava a vida toda
Pela vida deste amor
Meu Sonho Azul


Pedro Ayres Magalhães

O murmúrio

Por entre os grãos de areia, murmura um sopro de algo que não entendo!
Um murmúrio ao de leve, um sopro que me tenta dizer algo, mas sem se querer manifestar senão veladamente.
Tento entender a todo o custo, aquilo que o murmúrio me diz, mas em vão. Continuo sem entender! Como se uma parte do próprio murmúrio não quisesse ser entendida.
Com tudo isto, vou-me deixando levar pelos pezinhos de lã do tempo que me transportam nem eu sei para onde.

11 agosto 2007

Ode ao sol

Voltaste a aparecer!
Irmão dos meus dias felizes.
Companheiro dos dias repletos de luz,
Amigo das horas mortas
e desprovidas de sentido.
Presença assídua,
quando tudo grita por um Carpe diem

...

Ficas tão giro a dormir!

10 agosto 2007

Los peces

Um veleiro

Entre a neblina matinal tardia e invade-me a alma pelos poros epidérmicos já com uma tonalidade dourada.
A maresia, a areia e o sal reúnem-se numa perfeita harmonia, tão perfeita que me volta a invadir a alma nas trocas gasosas que se efectuam nos alvéolos dos meus pulmões vividos e sofridos outrora.
Está bonita a praia hoje. Muito bonita mesma.
Miro o mar e na imensidão do azul há um veleiro! Tão pequeno, tão pequeno ao meu campo de visão que quase o perco!
Olho outra vez... e lá está ele. Vai avançando para a esquerda, para sul!
Que bom que era rumar pelo mar fora, ao sabor das ondas e das marés...

07 agosto 2007

Tu...

As tuas palavras são como um elixir!
a tua paciência e a tua presença são a minha calma.
Alegro-me por te saber aí, por te saber ao meu lado, sempre pronto a estender-me a mão.
Amo-te muito! Muito mesmo! Tanto que não me imagino sem ti, nunca.
Quero-nos lado-a-lado em todos os momentos.
Não importa se chover ou se estiver sol! Quero-nos lá! SEMPRE!!!

01 agosto 2007

A caminho da colónia...

27 julho 2007

Gotan Project - Santa Maria (Del Buen Ayre)



É tão bom conhecer coisas novas!

26 julho 2007

hoje...


... foi bom! Foi especial. Soube a pouco! Mas tão bem!!!


confiar em mim mesma...


25 julho 2007

Em todas as ruas te encontro
em todas as ruas te perco
conheço tão bem o teu corpo
sonhei tanto a tua figura
que é de olhos fechados que eu ando
a limitar a tua altura
e bebo a água e sorvo o ar
que te atravessou a cintura
tanto tão perto tão real
que o meu corpo se transfigura
e toca o seu próprio elemento
num corpo que já não é seu
num rio que desapareceu
onde um braço teu me procura

Em todas as ruas te encontro
em todas as ruas te perco


Mário Cesariny

22 julho 2007

...

Curiosos os passos que deu a nossa prosa, as nossas risadas!
Curiosa a forma como, de um momento para o outro, nos ligámos. Por coisas semelhantes, outras distintas. Sonhos partilhados, objectivos a alcançar, vontades e desejos.
Há qualquer coisa de comum.
Curiosa esta estranha forma de nos encontrarmos.
Mas valeu a pena. Vale a pena. Só temos que manter o ritmo!
Foi bom perceber que estás aí!

Domingo

Segui os teus passos!
Vim a pé.
Caminhei até ao fim.
Não foi difícil
e soube-me taão bem!...

19 julho 2007

My favorite things

18 julho 2007

Momento

11 julho 2007

Um dia...

... deveras diferente do do ano anterior.
Foi bom! Calmo, sereno!

Estiveram lá! Todos. Vocês!

Amo-vos a todos.

Comandante

01 julho 2007

Lilac Wine - Nina Simone Lyrics

I lost myself on a cool damp night
Gave myself in that misty light
Was hypnotized by a strange delight
Under a lilac tree
I made wine from the lilac tree
Put my heart in its recipe
It makes me see what I want to see...
And be what I want to be
When I think more than I want to think
Do things I never should do
I drink much more that I ought to drink
Because I brings me back you...

Lilac wine is sweet and heady, like my love
Lilac wine, I feel unsteady, like my love
Listen to me... I cannot see clearly
Isnt that she coming to me nearly here?

Lilac wine is sweet and heady wheres my love?
Lilac wine, I feel unsteady, wheres my love?

Listen to me, why is everything so hazy?
Isnt that she, or am I just going crazy, dear?

Lilac wine, I feel unready for my love...

Lilac Wine - Nina Simone

11 junho 2007

Fidelity

09 junho 2007

As meninas

07 junho 2007

A palavra da bela memória

ESCANGALHAR

Tílias (again)

Hoje ainda não cheirou a tílias!
O ar está quente e não me transporta para lado nenhum. Contrariamente ao que aconteceu ontem!
(...)

05 junho 2007

Ainda mais tílias

Voltou a cheirar a tílias!
O ar fresco e floral entrou pela sala, deixando-a... zen!!!

E mais tílias

Cheira a tílias outra vez!!!

Tílias

Subia a avenida e cheirava a tílias.
O calor inundava o espaço e o tempo e tudo o que me circundava levou-me para os campos floridos onde outrora fui feliz.
Não sei ainda, ao certo, o que me transmite o odor a tília. Dou voltas e voltas e a única imagem que me chega é a da Escola Primária onde a avó olhava pelos meninos.
As tílias! Ai as tílias tão cheirosas.

02 junho 2007

Fenomenal

Um dia será a minha vez

31 maio 2007

Cântico negro

Porque um dia alguém foi capaz de escrever tamanha estória com a qual nos identificamos...

Cântico negro

"Vem por aqui" - dizem-me alguns com os olhos doces
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: "vem por aqui!"
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos olhos meus, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali...

A minha glória é esta:
Criar desumanidade!
Não acompanhar ninguém.
- Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
Com que rasguei o ventre à minha mãe

Não, não vou por aí! Só vou por onde
Me levam meus próprios passos...

Se ao que busco saber nenhum de vós responde
Por que me repetis: "vem por aqui!"?

Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
A ir por aí...

Se vim ao mundo, foi
Só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
O mais que faço não vale nada.

Como, pois sereis vós
Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?...
Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos...

Ide! Tendes estradas,
Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátria, tendes tectos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios...
Eu tenho a minha Loucura !
Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios...

Deus e o Diabo é que guiam, mais ninguém.
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.

Ah, que ninguém me dê piedosas intenções!
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: "vem por aqui"!
A minha vida é um vendaval que se soltou.
É uma onda que se alevantou.
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou
- Sei que não vou por aí!

José Régio

29 maio 2007

22 maio 2007

Fracture



A simplicidade das coisas revela a sua genialidade!


21 maio 2007

Chaga - Ornatos Violeta

18 maio 2007

À memória

Seja por que motivo for, é bom descansar!
Independentemente do estado físico ou de espírito!
A música continua a tocar.
Os meus olhos vão fechando à medida que os ponteiros se encaminham para o minuto.
O relaxamento começa a surtir o seu efeito e atenta ao 1º beijo deixo que a memória voe para infâncias arquivadas nas gavetas que me compõem! Recordo pois as tardes a andar de baloiço, sem nunca delas me fartar, imaginando sempre a felicidade que sentiria com o alcançar do tal salto que sempre almejava!
Por entre estas memórias, surge a imagem da caixa de chiclets amarela à moda antiga.


A caixa que costumava andar no bolso esquerdo da camisa ao xadrez amarelo e preto ou na pochete preta que usavas todos os dias para ires para a famosa sala de electrotecnia, com circuitos de luzes, campainhas de botões e de lâmpadas e de bancos volantes de camião. As tais chiclets que picavam, mas que jamais terão o mesmo sabor de há 20 anos!
Saudade...
Saudade e um sorriso!

17 maio 2007

Sheryl Crow Ft. Sting - Always On Your Side

À espera do comboio

Uma guitarra grita em surdina, com uma bateria que se evidencia a cada chicotada. Junta-se numa parceira impenetrável, inseparável e impossibilitada de sobreviver sem o poder das letras que vão saindo numa onda de sofreguidão, repletas de energia e de qualquer coisa que as eleva ao expoente máximo da dor! É só mais um dia mau que se prova, em mais um espaço que não é o meu. A revolta eleva-se e os olhos incandescem a uma velocidade estonteante, tanto e tão pouco que poucas são as gotas do cloreto de sódio no estado líquido que se fazem evidenciar neste tempo que de solarengo tem apenas a aparência!

10 maio 2007

A ti...

... só desejo uma vida longa!


09 maio 2007

Memories

Numa rua movimentada,
repleta de gente e de carros,
de autocarros apinhados de gente
e de motas que circulam a grandes velocidades
vêem-se casas de um lado
e de outro vê-se um jardim.
Por segundos,
cheirou-me a cera acabada de pôr no chão.
Apesar das tristezas,
a minha memória transportou-me,
levou-me aos meus anos de João de Deus!
Tão grande é a memória...
Por que caminhos nos leva!

08 maio 2007

Olhos vendados

Um jogo... em grupo! 8 participantes e 1 observador. O objectivo é formar uma fila com os números que cada um conhece única e exclusivamente, individualmente. Ninguém sabe o número do parceiro. A fila tem de ficar por ordem numérica crescente ou decrescente.



Sem falar e sem ver, utilizem todos os outros sentidos para conseguirem levar a efeito a tarefa proposta. Têm 5 minutos!

O objectivo não foi alcançado! Foram vários os motivos, mas sobretudo porque não houve comunicação verbal.

Imaginem esta situação todos os dias, 24 sobre 24 horas.

07 maio 2007

O sabor da maçã

06 maio 2007

Um sonho...

01 maio 2007

Frase do dia!

Tens as mãozinhas quentinhas!!!

29 abril 2007

Uma ida ao estádio da luz

Domingo...
um trânsito infernal,
um tempo chuvoso.
Vêem-se cores vermelhas e verdes,
aparentemente não há sobressaltos.
Segue-se em direcção ao estádio e eis que se entra.
Caminha-se para a porta da bancada
e alguém pede uma fotografia.
Um italiano que acha belissimo
um casal, cada um de seu clube
mas sorridentes e de mãos dadas.
Curiosamente,
o resultado do jogo é um empate!

Um som...

26 abril 2007

25 abril 2007

uma tarde

postes de semáforos que agitam com o vento

gentes sentadas na relva

músicas que ecoam pelas ruas da cidade

multidões que gritam pela liberdade

cravos vermelhos em tudo o que é viela...

23 abril 2007

So happy together

21 abril 2007

Um passeio

16 abril 2007


Pela janela

Lá em cima
as andorinhas voam, VOAM, voam...

Cá em baixo
miro o céu
e as as andorinhas que voam, VOAM, voam...

sumo na vida é o que eu te desejo,
como na vida um beijo,
um beijo

Volto a olhar para o céu
para as andorinhas
que voam, VOAM, voam...

E de repente

sumo na vida é o que eu te desejo,
como na vida um beijo,
um beijo


E não há mais andorinhas!

15 abril 2007

Um domingo

Sol...
Ah o sol!!!
A relva e os lírios amarelos
Os lírios d'água...

14 abril 2007

Um som pela noite...

12 abril 2007

Telepatia

Telepatia
Silencio, Calma
Feiticaria
Da tua alma
Passo a passo
Sem ter medo
Abrimos, soltamos
O nosso segredo
E a sorrir
Devoramos o mundo
Num abraco
Tao profundo
Telepatia
Sem contratempo
Deixei-te um dia
Num desalento
E eu sonhava
Existia
Pra sempre, pra sempre
Foi pura poesia
Sem pensar
Nao vi, que passavas
Pelo meu corpo
Nao ficavas
Telepatia...

Somewhere over the rainbow

10 abril 2007

Desrespeito

s. m.,

falta de respeito;


irreverência;


desprezo;


desacato.

Um desejo


Que a tua alma dê ouvidos a todo o grito de dor.

Tal como o lótus que abre o seu coração para absorver o sol da manhã!

08 abril 2007

All by myself


A notícia

Aqui cheira a sândalo e ouvem-se os pássaros e uma melodia zen.

Lá fora chove e troveja!
O céu está carregado e negro.
Grande parece a tempestade, mas ela não se faz sentir como tal.
Receava uma triste notícia, mas essa ainda não chegou! Feliz ou infelizmente...

A água continua a cair!
Imagino o frio que lá fora se sente!
São tão grossas as gotas que provavelmente doem onde não caem.
Só não dói onde devia!

07 abril 2007

Poema XVIII

Impetuoso, o teu corpo é como um rio
onde o meu se perde.
Se escuto, só oiço o teu rumor.
De mim, nem o sinal mais breve.

Imagem dos gestos que tracei,
irrompe puro e completo.
Por isso, rio foi o nome que lhe dei.
E nele o céu fica mais perto.


Eugénio de Andrade

05 abril 2007

whatever...

04 abril 2007

Que tal uma voltinha?

Feitio


Não importa o que é, nem como é!
A beleza que encerra está algures.

Feitio

de feito

s. m.,

forma;
feição;
configuração;
disposição de espírito;
carácter;
génio, índole;
o trabalho do artista, relativamente ao artefacto;
o preço desse trabalho;
ornato.

perder tempo e o -: não ver o resultado do esforço empregado.

in Priberam

03 abril 2007

Um regresso


30 março 2007

Uma recordação

Lembram-se?!

28 março 2007

"Poema pouco original do medo"

O medo vai ter tudo
pernas
ambulâncias
e o luxo blindado
de alguns automóveis
Vai ter olhos onde ninguém o veja
mãozinhas cautelosas
enredos quase inocente
souvidos não só nas paredes
mas também no chão
no teto
no murmúrio dos esgotos
e talvez até (cautela!)
ouvidos nos teus ouvidos

O medo vai ter tudo
fantasmas na ópera
sessões contínuas de espiritismo
milagres
cortejos
frases corajosas
meninas exemplares
seguras casas de penhor
maliciosas casas de passe
conferências várias
congressos muitos
óptimos empregos
poemas originais
e poemas como este
projetos altamente porcos
heróis
(o medo vai ter heróis!)
costureiras reais e irreais
operários
(assim assim)
escriturários
(muitos)
intelectuais
(o que se sabe)
a tua voz talvez
talvez a minha
com a certeza a deles

Vai ter capitais
países
suspeitas como toda a gente
muitíssimos amigos
beijos
namorados esverdeados
amantes silenciosos
ardentes
e angustiados

Ah o medo vai ter tudo
tudo
(Penso no que o medo vai ter
e tenho medo
que é justamente
o que o medo quer)

O medo vai ter tudo
quase tudo
e cada um por seu caminho
havemos todos de chegar
quase todos
a ratos


Alexandre O'Neill

27 março 2007

Uma viagem

Depois de ter passado a manhã a vegetar e de me ter sentido uma inútil, concluí que depois de muitas lágrimas e de muita divagação, a vida nos está constantemente a pregar partidas. Põe-nos à prova e deixa-nos completamente de rastos!
Por quantas mais provas terei de passar para ser capaz de me ultrapassar?!

26 março 2007

Music and lyrics


Pode rir-se e passar-se um bom bocado!!!

25 março 2007

O mundo é tão pequeno...




... tão pequeno que as pessoas se cruzam se se darem conta de que o fazem!

24 março 2007

Um desejo

"Um casamento feliz é uma longa conversa que nos parecerá sempre demasiado curta."
André Maurois

23 março 2007

uma sexta feira peculiar

Divan Japonais, Toulouse-Lautrec
Os lírios, Monet
Les demoiselles d'Avignon, Picasso

Recordo...

No meio da cidade há um espaço que há muito não visitava!
Um espaço com bastante verde, onde há muito não passava.
Um espaço com água e com patos, com flores e com muita vida, onhá muito não me sentia.
Trouxe tudo atrás. As minhas memórias, a minha leitura, a minha escrita e o meu presente.
Saboreio um café, enquanto ouço a água que cai na relva e um avião que passa. Miro os transeuntes e o céu azul, com alguns tufos de algodão.
Tenho ainda em cima da mesa, pare além do pires e da chávena de café, um livro verde. Um livro com informações sobre o trabalho em ciências sociais. Um livro de uma professora que não foi minha, mas a qual através destas escritas transmite uma série de conhecimentos para a minha prática profissional.

(...)

Distraio-me e perco-me no verde das copas das árvores, sem me dar conta do outro verde que me olha da plana mesa branca, onde o meu café arrefece.
Recordo paisagens similiares de uma história que terminou há tempos, paisagens essas que me deixam saudosista!
Também deste espaço tinha saudades. Algumas foram as vezes que por aqui passei e boas são as memórias, nem que seja pelo simples facto de poder voltar a escrever assim.

Lindo!!!



DELICIEM-SE!!!

22 março 2007

21 março 2007

Numa prova de entrada para a Universidade...

Questão: Interpretar o seguinte trecho de poema de Camões:

"Amor é fogo que arde sem se ver,
é ferida que dói e não se sente,
é um contentamento descontente,
é dor que desatina sem doer".

Uma aluna deu a sua interpretação:

"Ah! Camões, se vivesses hoje em dia,
tomarias uns antipiréticos,
uns quantos analgésicos
e Prozac para a depressão.

Comprarias um computador,
consultarias a Internet
e descobririas que essas dores que sentias,
esses calores que te abrasavam,
essas mudanças de humor repentinas,
esses desatinos sem nexo,
não eram feridas de amor,
mas somente falta de sexo!"


Teve nota máxima. Foi a primeira vez, depois de mais de 500 anos, que alguém entendeu qual era a ideia do Camões...

Começa hoje


A primavera!!! Foi às 00,09h deste dia.

O sol brilha, os pássaros cantam,
as flores sorriem,
mas o frio faz-se sentir!

20 março 2007

Hoje...

... tomei uma decisão! Em parceria com alguém importante.

ACABOU-SE!!!


Já alguém dizia, "quanto mais a gente se baixa, mais o cú se vê"!

19 março 2007

Dia do PAI



A memória é sempre esta!

Uma recordação nesta tarde...

Hoje o monstro das bolachas falou na amizade!

A importânica da partilha...

18 março 2007

Bicicletas...

... foi a vez de tratar da minha!

16 março 2007

O chocolate é o melhor amigo das mulheres...


Chocolate a derreter






Pequeno bolo de chocolate fundido




Trufas de chocolate






Tabletes, lâminas, raspas, pó de chocolate




Fondue de chocolate

15 março 2007

Por onde andará a minha?!


Em momentos de crise, a imaginação é mais importante que o conhecimento.
Albert Einstein

Não vou ser destes!

Criancinhas

http://visaoonline.clix.pt/default.asp?CpContentId=332941

Criancinhas

A criancinha quer Playstation. A gente dá. A criancinha quer estrangular o gato. A gente deixa.

A criancinha berra porque não quer comer a sopa. A gente elimina-a da ementa e acaba tudo em festim de chocolate.

A criancinha quer bife e batatas fritas. Hambúrgueres muitos. Pizzas, umas tantas. Coca-Colas, às litradas. A gente olha para o lado e ela incha.

A criancinha quer camisola adidas e ténis nike. A gente dá porque a criancinha tem tanto direito como os colegas da escola e é perigoso ser diferente.

A criancinha quer ficar a ver televisão até tarde. A gente senta-a ao nosso lado no sofá e passa-lhe o comando.

A criancinha desata num berreiro no restaurante. A gente faz de conta e o berreiro continua.

Entretanto, a criancinha cresce. Faz-se projecto de homem ou mulher.

Desperta.

É então que a criancinha, já mais crescida, começa a pedir mesada, semanada, diária. E gasta metade do orçamento familiar em saídas, roupa da moda, jantares e bares.

A criancinha já estuda. Às vezes passa de ano, outras nem por isso.

Mas não se pode pressioná-la porque ela já tem uma vida stressante, de convívio em convívio e de noitada em noitada. A criancinha cresce a ver Morangos com Açúcar, cheia de pinta e tal, e torna-se mais exigente com os papás. Agora, já não lhe basta que eles estejam por perto. Convém que se comecem a chegar à frente na mota, no popó e numas férias à maneira.

A criancinha, entregue aos seus desejos e sem referências, inicia o processo de independência meramente informal. A rebeldia é de trazer por casa. Responde torto aos papás, põe a avó em sentido, suja e não lava, come e não limpa, desarruma e não arruma, as tarefas domésticas são «uma seca».

Um dia, na escola, o professor dá-lhe um berro, tenta em cinco minutos pôr nos eixos a criancinha que os papás abandonaram à sua sorte, mimo e umbiguismo. A criancinha, já crescidinha, fica traumatizada. Sente-se vítima de violência verbal e etc e tal. Em casa, faz queixinhas, lamenta-se, chora. Os papás, arrepiados com a violência sobre as criancinhas de que a televisão fala e na dúvida entre a conta de um eventual psiquiatra e o derreter do ordenado em folias de hipermercado, correm para a escola e espetam duas bofetadas bem dadas no professor «que não tem nada que se armar em paizinho, pois quem sabe do meu filho sou eu».

A criancinha cresce. Cresce e cresce. Aos 30 anos, ainda será criancinha, continuará a viver na casa dos papás, a levar a gorda fatia do salário deles. Provavelmente, não terá um emprego. «Mas ao menos não anda para aí a fazer porcarias». Não é este um fiel retrato da realidade dos bairros sociais, das escolas em zonas problemáticas, das famílias no fio da navalha? Pois não, bem sei. Estou apenas a antecipar-me. Um dia destes, vão ser os paizinhos a ir parar ao hospital com um pontapé e um murro das criancinhas no olho esquerdo. E então teremos muitos congressos e debates para nos entretermos.

13 março 2007

A folha caiu de vez


Já não estamos no Outono.
Continuamos no inverno, que em breve desaparecerá.
Ainda assim, hoje estou exactamente como o senhor que se encontra debaixo da folha. Completamente esmagada! O mundo desabou em cima da minha cabeça e a única coisa que consigo perceber é que fui um alvo de setas muito marcado, muito usado, muito furado... Virei alvo de chacota, aliás já o sou faz tempo. Só ainda não tinha percebido!

10 março 2007

A música




Alguém lhe chamou Wise up, a incluiu na banda sonora do Magnólia, a relacionou com a Prevenção rodoviária, numa propaganda televisiva.

Eu?!? chamo-lhe apenas música, incluo-a na minha banda sonora e relaciono-a com as minhas estórias, com as minhas memórias...

04 março 2007

A memória...


... tem destas coisas! Leva-nos a percorrer espaços mental e visualmente presentes, sem que os consigamos encontrar no nosso espírito, mesmo tendo vivido nesses mesmos espaços!
Prega-nos cada partida!!!

03 março 2007

O belo do eclipse


Um eclipse é um fenômeno que ocorre quando o Sol, a Terra e a Lua se alinham. Se esse fenômeno ocorre durante a fase da Lua cheia, quando a Lua passa pela sombra da Terra, ele é denominado eclipse da Lua, ou eclipse lunar. O tipo e a duração do eclipse lunar depende da localização da Lua em relação à sua órbita. (in Wikipédia.com)

Violência - Pai dá abanões violentos, grita e ameaça

O comboio da Fertagus foi palco de violência sobre um bebé

Os punhos cerrados junto à cara do bebé, a voz aos gritos: “Daqui a pouco, nem sabes o que te faço.” Na carruagem do comboio da Fertagus, que liga margem Sul e Lisboa, ontem ao início da tarde, o silêncio incomodado, mas cobarde, perante a fúria do pai para com o filho de cerca de dois anos.


Não só os gritos, mas também abanões brutos à criança, o atirá-la contra o banco da frente – todo um quadro de agressões verbais e físicas, para aparentemente impedir que a criança adormecesse, e que foram presenciados por uma técnica superior de Serviço Social, que entrou na composição em Corroios.

“O homem, com idade entre os 30 e 40 anos, chegou a ameaçar-me a mim e a outras testemunhas, quando interviemos, depois de nos termos identificado”– disse a referida técnica, que pediu o anonimato.

A senhora solicitou ainda ao revisor do comboio que comunicasse com a PSP, a fim de o homem ser detido, já que, com base na sua experiência profissional, entendeu estar a criança em risco. A negativa foi a resposta que ouviu do funcionário da Fertagus.

A senhora, através do 112 pediu então a intervenção da PSP, que veio a interceptar o homem e o bebé na estação de Campolide, em Lisboa. Estes foram levados à esquadra da zona, onde foram identificados.

“No local os agentes não encontraram a situação de maus tratos, pelo que apenas foi identificado o homem e o menor e foi elaborado o respectivo expediente”, disse ao CM uma fonte do Comando Metropolitano da PSP de Lisboa.

QUEIXA À COMISSÃO

A técnica dos Serviços Sociais disse ao nosso jornal que vai participar à Comissão de Menores da zona de residência do menor a ocorrência, a fim de ser apurada a situação e avaliados os riscos que esta criança pode estar a correr.

“O que mais me chocou foi a carruagem ter bastante gente e as pessoas se terem alheado da situação. Houve mesmo um homem que me avisou para ter cuidado e não me meter, porque podia ser perigoso. Há falta de cidadania”.

Só quando a técnica interveio é que uma outra senhora foi ao seu encontro e se ofereceu para testemunhar a situação, o que lhe valeu ser também ameaçada pelo homem.

in CMOnline 2007-03-03

Que nome se dá a

um indivíduo como estes

que teoricamente se

intitula de PAI???


01 março 2007

Memória

28 fevereiro 2007

Paisagens da Provença

Uma entrada triunfal, fantasticamente deliciosa...


Belos são os verdes que envolvem as maravilhosas roulottes provençais.


O sol inunda o espaço e transforma toda a natureza num espaço fabulosamente estonteante, repleto de magias de outrora...



...



Imagens do site http://www.les-verdines.com/


A noite é amiga da perfeição
a luz das velas
a luz das estrelas
a luz que nos ilumina a nós...

De repente senti-me desprovida de tudo e de todas as mordomias de hoje.
Senti-me uma cigana de tempos imemoriais, saltando de terra em terra, rindo e brincando, sempre correndo atrás do vento, do sol e das estrelas, descalça e pisando a relva. Sentindo o chão que fala e as raízes que murmuram à beira de um riacho que canta com os seixos polidos...

Viva a liberdade!!!

25 fevereiro 2007

Little children



Baseado num romance de Tom Perrota, "Pecados Íntimos" centra-se num conjunto de pessoas cujas vidas se cruzam em parques infantis, piscinas municipais e ruas de uma pequena comunidade, de forma surpreendente e potencialmente perigosa. O autor do romance trabalhou directamente com o realizador Todd Field ("In the Bedroom - Vidas Privadas"), percepcionando o filme como uma nova oportunidade de "re-imaginar a história e explorar novas potencialidades para as personagens". Nomeado em três categorias para os Óscares, o filme recolheu a unanimidade da crítica americana, que o considerou "soberbo" ("The New York Times"), "belo e provocador" ("Chicago Tribune") e "extraordinário" ("The New Yorker").


De que cruzamentos falamos nós?!


Onde será que está a nossa verdadeira essência?!

De que nos servem tamanhos cruzamentos?! Com que fito?!


Teremos nós que nos esconder ou preservar?!


Que lutas teremos nós de travar connosco e com os que nos rodeiam?!

22 fevereiro 2007

Uma descoberta...




Birds flyin' high you know how I feel
Sun in the sky you know how I feel
Breeze driftin' on by you know how I feel
Its a new dawn, its a new day, its a new life for me
yeah, its a new dawn its a new day its a new life for me ooooooooh
AND I'M FEELING GOOD

Fish in the sea, you know how I feel
River runnin' free you know how I feel
Blossom on the tree you know how I feel
Its a new dawn, its a new day, its a new life for me
And I'm feelin good

Dragonfly out in the sun you know what i mean dont you know
Butterflies all havin' fun you know what I mean
Sleepin' peace when day is done that's what I mean
And this old world is a new world and a bold world for me

Stars when you shine you know how I feel
Scent of the crime you know how I feel
Your freedom is mine, and I know how I feel
Its a new dawn, its a new day, its a new life for me

OH I'M FEELING GOOOOOOOOOOOOOD

21 fevereiro 2007

You needed me



É tão VERDADE, tão verdade!

A resposta

Depois de ter lido sobre aquilo que havíamos falado, só consigo concluir uma coisa: TENS RAZÃO!

Se formos suficientemente supersticiosos, se crermos naquilo que dizem, então ainda bem que não marcámos nada.

Que o próximo seja mais favorável!

Começou no domingo o ano do porco na astrologia chinesa


«Que vivas em tempos interessantes», reza a antiga praga chinesa. O Novo Ano Lunar parece ser um desses tempos, com guerras, confusões, revoluções e desastres, dizem astrólogos. Péssimo para casar mas, por incrível que pareça, óptimo para ter filhos.

(...)

«O porco simboliza o germinar de uma planta, o nascimento de uma nova vida. Por isso, o Ano do Porco vai trazer novas relações internacionais, novas ordens sociais, novos regimes e governos»...

(...)

«Vamos ver no Ano do Porco alterações de paradigmas políticos e grandes mudanças no bem-estar social», considera Sung, que vai avisando que no próximo ano o porco choca com violência contra a cobra - mais um mau agouro a ensombrar os tempos que se aproximam.

(...)

Quer seja em terra, no mar ou no ar, o Ano do Porco será também aziago para namoros, casamentos e relações pessoais e familiares...

«Será um ano de falta de discórdias em casa e frustração nas relações. Os casamentos neste ano lunar serão, por isso, mais propícios aos divórcios»...

Mas nem tudo será mau neste novo ano lunar. E se o simbolismo do porco enquanto nascimento já torna o ano bom para ter filhos, o facto de este ser um ano de «Porco Dourado», que só acontece a cada sessenta anos, torna-o quase imbatível para fazer a família crescer e assegurar ao menos alguns momentos de alegria.

Segundo a tradição, os bebés nascidos no «Porco Dourado» terão boa sorte toda a vida e os casais chineses estão a levar a crença a sério.


in Diário Digital / Lusa: 18-02-2007 10:57:29