30 março 2007

Uma recordação

Lembram-se?!

28 março 2007

"Poema pouco original do medo"

O medo vai ter tudo
pernas
ambulâncias
e o luxo blindado
de alguns automóveis
Vai ter olhos onde ninguém o veja
mãozinhas cautelosas
enredos quase inocente
souvidos não só nas paredes
mas também no chão
no teto
no murmúrio dos esgotos
e talvez até (cautela!)
ouvidos nos teus ouvidos

O medo vai ter tudo
fantasmas na ópera
sessões contínuas de espiritismo
milagres
cortejos
frases corajosas
meninas exemplares
seguras casas de penhor
maliciosas casas de passe
conferências várias
congressos muitos
óptimos empregos
poemas originais
e poemas como este
projetos altamente porcos
heróis
(o medo vai ter heróis!)
costureiras reais e irreais
operários
(assim assim)
escriturários
(muitos)
intelectuais
(o que se sabe)
a tua voz talvez
talvez a minha
com a certeza a deles

Vai ter capitais
países
suspeitas como toda a gente
muitíssimos amigos
beijos
namorados esverdeados
amantes silenciosos
ardentes
e angustiados

Ah o medo vai ter tudo
tudo
(Penso no que o medo vai ter
e tenho medo
que é justamente
o que o medo quer)

O medo vai ter tudo
quase tudo
e cada um por seu caminho
havemos todos de chegar
quase todos
a ratos


Alexandre O'Neill

27 março 2007

Uma viagem

Depois de ter passado a manhã a vegetar e de me ter sentido uma inútil, concluí que depois de muitas lágrimas e de muita divagação, a vida nos está constantemente a pregar partidas. Põe-nos à prova e deixa-nos completamente de rastos!
Por quantas mais provas terei de passar para ser capaz de me ultrapassar?!

26 março 2007

Music and lyrics


Pode rir-se e passar-se um bom bocado!!!

25 março 2007

O mundo é tão pequeno...




... tão pequeno que as pessoas se cruzam se se darem conta de que o fazem!

24 março 2007

Um desejo

"Um casamento feliz é uma longa conversa que nos parecerá sempre demasiado curta."
André Maurois

23 março 2007

uma sexta feira peculiar

Divan Japonais, Toulouse-Lautrec
Os lírios, Monet
Les demoiselles d'Avignon, Picasso

Recordo...

No meio da cidade há um espaço que há muito não visitava!
Um espaço com bastante verde, onde há muito não passava.
Um espaço com água e com patos, com flores e com muita vida, onhá muito não me sentia.
Trouxe tudo atrás. As minhas memórias, a minha leitura, a minha escrita e o meu presente.
Saboreio um café, enquanto ouço a água que cai na relva e um avião que passa. Miro os transeuntes e o céu azul, com alguns tufos de algodão.
Tenho ainda em cima da mesa, pare além do pires e da chávena de café, um livro verde. Um livro com informações sobre o trabalho em ciências sociais. Um livro de uma professora que não foi minha, mas a qual através destas escritas transmite uma série de conhecimentos para a minha prática profissional.

(...)

Distraio-me e perco-me no verde das copas das árvores, sem me dar conta do outro verde que me olha da plana mesa branca, onde o meu café arrefece.
Recordo paisagens similiares de uma história que terminou há tempos, paisagens essas que me deixam saudosista!
Também deste espaço tinha saudades. Algumas foram as vezes que por aqui passei e boas são as memórias, nem que seja pelo simples facto de poder voltar a escrever assim.

Lindo!!!



DELICIEM-SE!!!

22 março 2007

21 março 2007

Numa prova de entrada para a Universidade...

Questão: Interpretar o seguinte trecho de poema de Camões:

"Amor é fogo que arde sem se ver,
é ferida que dói e não se sente,
é um contentamento descontente,
é dor que desatina sem doer".

Uma aluna deu a sua interpretação:

"Ah! Camões, se vivesses hoje em dia,
tomarias uns antipiréticos,
uns quantos analgésicos
e Prozac para a depressão.

Comprarias um computador,
consultarias a Internet
e descobririas que essas dores que sentias,
esses calores que te abrasavam,
essas mudanças de humor repentinas,
esses desatinos sem nexo,
não eram feridas de amor,
mas somente falta de sexo!"


Teve nota máxima. Foi a primeira vez, depois de mais de 500 anos, que alguém entendeu qual era a ideia do Camões...

Começa hoje


A primavera!!! Foi às 00,09h deste dia.

O sol brilha, os pássaros cantam,
as flores sorriem,
mas o frio faz-se sentir!

20 março 2007

Hoje...

... tomei uma decisão! Em parceria com alguém importante.

ACABOU-SE!!!


Já alguém dizia, "quanto mais a gente se baixa, mais o cú se vê"!

19 março 2007

Dia do PAI



A memória é sempre esta!

Uma recordação nesta tarde...

Hoje o monstro das bolachas falou na amizade!

A importânica da partilha...

18 março 2007

Bicicletas...

... foi a vez de tratar da minha!

16 março 2007

O chocolate é o melhor amigo das mulheres...


Chocolate a derreter






Pequeno bolo de chocolate fundido




Trufas de chocolate






Tabletes, lâminas, raspas, pó de chocolate




Fondue de chocolate

15 março 2007

Por onde andará a minha?!


Em momentos de crise, a imaginação é mais importante que o conhecimento.
Albert Einstein

Não vou ser destes!

Criancinhas

http://visaoonline.clix.pt/default.asp?CpContentId=332941

Criancinhas

A criancinha quer Playstation. A gente dá. A criancinha quer estrangular o gato. A gente deixa.

A criancinha berra porque não quer comer a sopa. A gente elimina-a da ementa e acaba tudo em festim de chocolate.

A criancinha quer bife e batatas fritas. Hambúrgueres muitos. Pizzas, umas tantas. Coca-Colas, às litradas. A gente olha para o lado e ela incha.

A criancinha quer camisola adidas e ténis nike. A gente dá porque a criancinha tem tanto direito como os colegas da escola e é perigoso ser diferente.

A criancinha quer ficar a ver televisão até tarde. A gente senta-a ao nosso lado no sofá e passa-lhe o comando.

A criancinha desata num berreiro no restaurante. A gente faz de conta e o berreiro continua.

Entretanto, a criancinha cresce. Faz-se projecto de homem ou mulher.

Desperta.

É então que a criancinha, já mais crescida, começa a pedir mesada, semanada, diária. E gasta metade do orçamento familiar em saídas, roupa da moda, jantares e bares.

A criancinha já estuda. Às vezes passa de ano, outras nem por isso.

Mas não se pode pressioná-la porque ela já tem uma vida stressante, de convívio em convívio e de noitada em noitada. A criancinha cresce a ver Morangos com Açúcar, cheia de pinta e tal, e torna-se mais exigente com os papás. Agora, já não lhe basta que eles estejam por perto. Convém que se comecem a chegar à frente na mota, no popó e numas férias à maneira.

A criancinha, entregue aos seus desejos e sem referências, inicia o processo de independência meramente informal. A rebeldia é de trazer por casa. Responde torto aos papás, põe a avó em sentido, suja e não lava, come e não limpa, desarruma e não arruma, as tarefas domésticas são «uma seca».

Um dia, na escola, o professor dá-lhe um berro, tenta em cinco minutos pôr nos eixos a criancinha que os papás abandonaram à sua sorte, mimo e umbiguismo. A criancinha, já crescidinha, fica traumatizada. Sente-se vítima de violência verbal e etc e tal. Em casa, faz queixinhas, lamenta-se, chora. Os papás, arrepiados com a violência sobre as criancinhas de que a televisão fala e na dúvida entre a conta de um eventual psiquiatra e o derreter do ordenado em folias de hipermercado, correm para a escola e espetam duas bofetadas bem dadas no professor «que não tem nada que se armar em paizinho, pois quem sabe do meu filho sou eu».

A criancinha cresce. Cresce e cresce. Aos 30 anos, ainda será criancinha, continuará a viver na casa dos papás, a levar a gorda fatia do salário deles. Provavelmente, não terá um emprego. «Mas ao menos não anda para aí a fazer porcarias». Não é este um fiel retrato da realidade dos bairros sociais, das escolas em zonas problemáticas, das famílias no fio da navalha? Pois não, bem sei. Estou apenas a antecipar-me. Um dia destes, vão ser os paizinhos a ir parar ao hospital com um pontapé e um murro das criancinhas no olho esquerdo. E então teremos muitos congressos e debates para nos entretermos.

13 março 2007

A folha caiu de vez


Já não estamos no Outono.
Continuamos no inverno, que em breve desaparecerá.
Ainda assim, hoje estou exactamente como o senhor que se encontra debaixo da folha. Completamente esmagada! O mundo desabou em cima da minha cabeça e a única coisa que consigo perceber é que fui um alvo de setas muito marcado, muito usado, muito furado... Virei alvo de chacota, aliás já o sou faz tempo. Só ainda não tinha percebido!

10 março 2007

A música




Alguém lhe chamou Wise up, a incluiu na banda sonora do Magnólia, a relacionou com a Prevenção rodoviária, numa propaganda televisiva.

Eu?!? chamo-lhe apenas música, incluo-a na minha banda sonora e relaciono-a com as minhas estórias, com as minhas memórias...

04 março 2007

A memória...


... tem destas coisas! Leva-nos a percorrer espaços mental e visualmente presentes, sem que os consigamos encontrar no nosso espírito, mesmo tendo vivido nesses mesmos espaços!
Prega-nos cada partida!!!

03 março 2007

O belo do eclipse


Um eclipse é um fenômeno que ocorre quando o Sol, a Terra e a Lua se alinham. Se esse fenômeno ocorre durante a fase da Lua cheia, quando a Lua passa pela sombra da Terra, ele é denominado eclipse da Lua, ou eclipse lunar. O tipo e a duração do eclipse lunar depende da localização da Lua em relação à sua órbita. (in Wikipédia.com)

Violência - Pai dá abanões violentos, grita e ameaça

O comboio da Fertagus foi palco de violência sobre um bebé

Os punhos cerrados junto à cara do bebé, a voz aos gritos: “Daqui a pouco, nem sabes o que te faço.” Na carruagem do comboio da Fertagus, que liga margem Sul e Lisboa, ontem ao início da tarde, o silêncio incomodado, mas cobarde, perante a fúria do pai para com o filho de cerca de dois anos.


Não só os gritos, mas também abanões brutos à criança, o atirá-la contra o banco da frente – todo um quadro de agressões verbais e físicas, para aparentemente impedir que a criança adormecesse, e que foram presenciados por uma técnica superior de Serviço Social, que entrou na composição em Corroios.

“O homem, com idade entre os 30 e 40 anos, chegou a ameaçar-me a mim e a outras testemunhas, quando interviemos, depois de nos termos identificado”– disse a referida técnica, que pediu o anonimato.

A senhora solicitou ainda ao revisor do comboio que comunicasse com a PSP, a fim de o homem ser detido, já que, com base na sua experiência profissional, entendeu estar a criança em risco. A negativa foi a resposta que ouviu do funcionário da Fertagus.

A senhora, através do 112 pediu então a intervenção da PSP, que veio a interceptar o homem e o bebé na estação de Campolide, em Lisboa. Estes foram levados à esquadra da zona, onde foram identificados.

“No local os agentes não encontraram a situação de maus tratos, pelo que apenas foi identificado o homem e o menor e foi elaborado o respectivo expediente”, disse ao CM uma fonte do Comando Metropolitano da PSP de Lisboa.

QUEIXA À COMISSÃO

A técnica dos Serviços Sociais disse ao nosso jornal que vai participar à Comissão de Menores da zona de residência do menor a ocorrência, a fim de ser apurada a situação e avaliados os riscos que esta criança pode estar a correr.

“O que mais me chocou foi a carruagem ter bastante gente e as pessoas se terem alheado da situação. Houve mesmo um homem que me avisou para ter cuidado e não me meter, porque podia ser perigoso. Há falta de cidadania”.

Só quando a técnica interveio é que uma outra senhora foi ao seu encontro e se ofereceu para testemunhar a situação, o que lhe valeu ser também ameaçada pelo homem.

in CMOnline 2007-03-03

Que nome se dá a

um indivíduo como estes

que teoricamente se

intitula de PAI???


01 março 2007

Memória