O cansaço era mais que muito e, apesar da boa companhia, o sono fez-se sentir e alguns foram os minutos em que os olhos repousaram.
A música que paira no ar é apenas feita de palavras e de risos, de gargalhadas e de descobertas, de ultrapassagens e travagens em função do trânsito que se faz sentir ao longo de todo o percurso.
E, de repente, eis que as copas das árvores formam um infindável túnel. Não consigo nomear as árvores que cobrem toda a via - o meu parco conhecimento da flora não mo permite -, em todo o caso, as árvores trasportaram-me imediatamente para um Renault 5 (de 4 velocidades), com a bela da matrícula bem vincada na memória, de cor bourdeaux e de apenas 3 portas.
O rádio tocava as belas canções do Joe Dassin - aquele que era horrível porque simplesmente era aquilo que os nossos pais gostavam - e lá iamos nós, rumo a um algarve desconhecido onde a praia era a melhor do mundo!!! Noite fora seguia-se a apreciar a paisagem escura repleta de mistérios.
É tudo tão diferente hoje!
A paisagem contina a apreciar-se. Mas... e as imagens que outrora se criaram?! Cadé a nossa capacidade de fantasiar?
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